quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEDICINA HOLÍSTICA – Origem divina

MEDICINA HOLÍSTICA – Origem divina
Dr. Manfred Krusche – Supervisor Médico da Vida e Saúde Revista
Vida e Saúde, Fevereiro/1997
Francis Bacon, quatro séculos atrás, afirmou: “O papel da medicina é apenas sintonizar essa curiosa harpa do corpo humano e produzir harmonia.” Hoje, poderíamos dizer que a medicina já tocou em todas as cordas possíveis do corpo humano, mas tem tido muita dificuldade em produzir a harmonia mencionada por Bacon.
A medicina se divide em dezenas, e até centenas, de especialidades e
subespecialidades, mas o importante é não perder a visão global do ser humano.
Dentro desse conceito, o ser humano deve ser visto como existindo em três dimensões:  física, mental e espiritual. A menos que esses aspectos estejam em harmonia, não podemos falar em tratamento e cura no mais elevado sentido, tampouco esperar os melhores resultados.
Isso fez com que a Associação Médica Americana criasse um departamento de medicina e religião, com a finalidade de entrosar médicos e religiosos, em busca da recuperação do doente. Em muitos casos, a doença física é a parte mais insignificante do problema, e a maior parcela de cuidado deve ser concentrada em aspectos sociais, relacionamento familiar e condições espirituais do paciente.
Fé, esperança e amor são, sem dúvida, fontes de estabilidade psicológica.
Sua existência, conseqüentemente, promove saúde física. Os melhores
tratamentos podem falhar quando faltam esses elementos. Como a fé, a
esperança e o amor são valores escassos atualmente, podemos facilmente
explicar o número crescente de doenças que se tornam crônicas e que podem, na melhor das hipóteses, ser apenas controladas.
O que a ciência moderna parece ter descoberto, já era prática corrente há
milênios. Em geral, nas civilizações antigas, a função de tratar o corpo
era de responsabilidade dos sacerdotes, que tinham primariamente o dever de cuidar da alma de seus compatriotas. Por isso, a medicina ainda é vista como um sacerdócio – embora continue a tendência de dividir a pessoa em “corpo” e “alma”, como se fossem entidades separadas.
A visão antiga mais completa do fenômeno holístico vem do povo hebreu, que recebeu instruções divinas para manter a saúde global. Eles tiveram a lei moral, os Dez Mandamentos, para orientá-los na vida espiritual; e as leis da saúde, igualmente importantes. A obediência a essas leis os
diferenciaria dos demais povos em capacidade mental e física. Em muitos
aspectos, o povo judeu ainda se destaca graças a essa herança do passado.
Existe, hoje, uma crescente procura pela medicina mística e holística, que
procura ver a pessoa como um todo. Mas, apesar de o conceito do ser humano holístico como regra geral estar correto, é preciso cuidado. A mente humana é muito susceptível a influências e, não raro, se submete a idéias espiritualistas perigosas. Os resultados podem ser prejudiciais.
Em matéria de vida espiritual, só estaremos seguros se buscarmos na fonte fidedigna – as Escrituras Sagradas. Os princípios de saúde da alma devem estar em harmonia com a orientação de Deus. No segundo livro da Bíblia, Êxodo (15:26), lê-se: “Se vocês prestarem atenção no que Eu digo, se fizerem o que é certo e se guardarem os Meus mandamentos, Eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei sobre os egípcios. Eu sou o Deus Eterno, que cura vocês.”
A cura é um ato divino. O médico ou terapeuta, um auxiliar. Harmonizar o
tratamento com a Revelação de Deus é medicina holística no mais elevado

sentido.

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