sábado, 26 de julho de 2014

SUS, atendimento ineficiente.

SUS ATENDIMENTO.
“A festa está acabando”.
Normalmente aquilo que não presta é jogado fora. Mas, infelizmente, tem pessoas que gostam de alimentar o erro e deixam o tempo passar para ver no que vai dar. O SUS nasceu bem intencionado e certa vez eu vi um médico dizer que, o SUS  seria um ótimo exemplo se fosse executado como foi criado no papel. Explico: No Artigo 196, da nossa Constituição, está escrito: Constituição Federal , Artigo 196, Seção II, DA SAÚDE - Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Como você pode observar, a frase redução de doenças e de outros agravos. Neste pequeno trecho, se fosse colocado em prática todo segredo do sucesso  do atendimento universal do SUS. Reduzir doenças, significa reduzir enfermidades, pois estas duas palavras estão entrelaçadas de uma forma tão gigante, que a segunda só acontece se a primeira existir. A doença, depende da prática errada dos hábitos nocivos, cotidianamente realizados  na forma das pessoas usarem os alimentos, como eles devem ser combinados e preparados e como são ingeridos. São três passos que a boa nutrição exige para que possamos ter um melhor aproveitamento dos nutrientes que precisamos: METABOLISMO: Do grego metábole. Mudança, troca, conjunto de ações de transformações químicas mediante as quais se faz a assimilação das substâncias necessárias à vida. Veja anabolismo e catabolismo. ANABOLISMO: Do grego Anabolé = demora – conjunto de fenômenos bioquímicos que se processam no organismo vivo, destinado a regenerar, a partir de substâncias simples, a matéria viva que se desgasta durante a fase catabólica do metabolismo. CATABOLISMO:  Ação de atirar de cima para baixo, desassimilação (dos dejetos, fezes e etc).
O maior erro, contudo, está  na forma de atendimento aos doentes. O médico, no falso uso de suas atribuições, realiza uma consulta em 2 ou 3 minutos e só uma anamnese vem feita, exige uns 10 minutos. O nosso sistema é totalmente falido no que concerne trabalhar com doenças e enfermidades. Jamais alguém ficou curado de pressão alta, hipertensão, diabetes, câncer e muitas outras doenças, usando produtos  de farmácia. O resultado  das consultas rápidas leva para os laboratórios, que realizam os exames do material solicitado e na maioria das vezes, quando o doente consegue realizar a concretização de mostrar ao facultativo, o exame, pelo tempo em que foi pedido, com certeza vai mostrar uma realidade bem diferente do tempo de como estaria no dia da consulta.

A O. M. S. reconhece e respeita a medicina tradicional. Em 1977 foi estabelecido o primeiro programa de estudos sobre métodos de cura populares e H. T. Bannerman, nascido em Ghana foi seu primeiro diretor.
Transcrevemos aqui o objetivo desse programa de estudos: “promover um enfoque realista de medicina tradicional a fim de aumentar sua contribuição para os cuidados de saúde; explorar os méritos da medicina tradicional à luz da ciência moderna, a fim de reforçar as praticas úteis e eficazes e desencorajar as prejudiciais; e promover a integração de conhecimentos valiosos e aprovados da medicina tradicional moderna.” Contact, 16
Conforme a O.M.S. a assistência médica está dividia segundo a importância e a sua capacidade de atendimento em três níveis distintos:
a)  Assistência Médica Primária – abrangeria a necessidade maior, 90% da comunidade. Seria realizada por atendentes e pessoas do nível médio. Trabalharia em programas de saneamento, prevenção e com postos de saúde.
b)  Assistência Médica Secundaria – abrangeria cerca de 10% da comunidade. Seria realizada por pessoas de nível superior, médicos, enfermeiros e técnicos levada a efeito em hospitais, clínicas médicas, centro cirúrgico, ortopedia, maternidade, pediatria.
c)  Assistência Médica Terciária – atingiria 1% da população –, realizado em hospitais especializados.
É amplamente conhecida a realidade de que apenas os níveis secundários e terciários são atingidos, abrangendo a décima parte da população.
Pouca atenção se dá à grande massa, que poderia ter seus problemas resolvidos por uma ação atuante em nível primário.
Por exemplo:
a)  Cada país conta com cerca de 10% de sua população sofrendo de doenças reumáticas (só no Brasil seriam cerca de 18 milhões de vítimas).
b)  “Calcula-se que aproximadamente 21 milhões de norte-americanos, ou seja, 7% da população do país, sofrem de úlceras do duodeno.” Vida e Saúde de setembro de 1980.
“Em março (24-29) de 1980, realizou-se em Brasília, a 7ª Conferência Nacional de Saúde, com aval da Organização Mundial de Saúde, para discutir a saúde na comunidade. Abaixo suas conclusões:
1.  A medicina curativa, na média dos países do Terceiro Mundo, gasta exatamente 23 dólares para remediar o estrago provocado pelo não investimento de um dólar na chamada atividade preventiva – que vai do controle ambiental à política de nutrição.
2.  No país da doença, a medicina curativa não funciona.
3.  Mau Negócio: Cada leito instalado, em hospital bem equipado, exige um investimento de 42 mil dólares, assim, distribuídos: 25% de terreno, 35% de equipamentos, 40% de edificação. Um hospital de padrão médio, com capacidade para 100 leitos, custa hoje quatro milhões e duzentos mil dólares, sem contar o custo de manutenção, estimado em duzentos e setenta mil dólares mensais. (Para saber os valores em nossa moeda, é só fazer a conversão pelo câmbio do dia). 

Teodomiro Marinho, CRTH 0019/98-BA. Terapeuta holístico, vice-presidente do SINTH-BAHIA, sindicato dos terapeutas holísticos da Bahia, Ministério do Trabalho.

Sindicato & Conselho Regional de Ética dos Terapeutas Holísticos da Bahia
Ministério do Trabalho: 46000009042/1997

CNPJ: 01.754.186/0001-37.

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